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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Guarani-Kaiowá

As redes sociais andam comovidas com um presumido massacre a indígenas do Mato Grosso do Sul. Diz-se mesmo que eles teriam anunciado o suicídio coletivo. Mas será que dá para comprarmos essas idéias tão facilmente?

Lunae Parracho/Reuters

Se você é do tipo que só precisa ver a foto de um índio morto pendurado em uma árvore e uma carta emocionada, supostamente escrita por índios, para ter fé em que há um bando de fazendeiros malvados matando indígenas indiscriminadamente no Mato Grosso do Sul, então pode ficar por aqui neste post, pois o seu senso crítico é mais adequado para leituras deste tipo.

Já se você resolveu continuar, é porque aceita que não devemos partir do princípio que os fazendeiros são santos ou que os indígenas são santos. O interessante é entendermos os fatos e fazermos, depois, uma avaliação de o que é justo e o que não é.

Os indígenas estão há anos aguardando a demarcação de terras que teriam pertencido aos seus antepassados há 100 anos. Aparentemente, já teria havido um decreto presidencial demarcando as terras, mas teria sido revogado pelo STF. Se foi revogado, é porque os direitos de propriedade das terras são disputados, e a Corte entendeu que as propriedades privadas que lá estão mantêm o direito à posse. Aqui já começamos a entender que se há fazendeiros protegendo terras, é bem possível que estejam amparados pela legalidade jurídica.

A linha verde é a fronteira entre o Brasil e o Paraguai, no Sul do MS. A linha vermelha demarca os limites do município de Paranhos, onde está localizado o problema, e as áreas coloridas são as reservas indígenas já demarcadas em definitivo na região.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Áreas protegidas no Brasil e mundo

Pessoal, vamos difundir isto aqui. Vamos imprimir e carregar no bolso. Vamos pintar nos muros. Vamos engarrafar e tomar coom vacina contra vírus que vêm de avião de outros países.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Amazônia tem vocação agrícola?


 Certo ambientalismo que não gosta de estudar história prefere acreditar que a Amazônia "tem vocação florestal, não agrícola". Indivíduos como João Paulo Capobiano, Marina Silva, Phillip Fearnside, entre muitos outros, escolheram ir na contramão do pensamento de alguns dos maiores conhecedores da história e ecologia da Amazônia, como Arthur Cézar Ferreira Reis e Samuel Benchimol, e defender que a região está destinada a ser um "santuário da vida silvestre, um banco genético com base na sua biodiversidade para aproveitamento futuro" (nas palavras do Prof. Benchimol).

Para mostrar que a Amazônia, desde que é conhecida como tal, apresenta vocação tanto florestal quanto agrícola, desmistificarei os argumentos do ambientalismo recorrendo às palavras do Sr. Francisco Xavier de Mendonça Furtado, em carta que, na condição governador do estado do Grão-Pará e Maranhão, escreveu ao Rei de Portugal em 22 de janeiro de 1752 (sublinhados meus).

domingo, 16 de setembro de 2012

Desde quando há boi na Amazônia?


A desconhecer a história do povoamento da Amazônia, poderíamos acreditar que a pecuária só chegou à região quando da vinda dos imigrantes sulistas nos anos 1960; ou, então, que o gado tivesse sido introduzido um pouco mais cedo, pelos imigrantes nordestinos que se deslocaram aos seringais do Acre e Amazonas durante os ciclos da borracha do Século 19 e início do 20.

Mas não é o caso. Sabe-se que o rebanho da ilha de Marajó crescia aceleradamente já na metade do Século 18, como atesta a carta do governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão ao Rei de Portugal, de 23 de dezembro de 1751:

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mantra verde - a cegueira do discurso fácil

Eduardo Giannetti é um grande pensador. Conhece a filosofia como poucos, tem um olhar crítico sobre o pensamento estreito da esquerda brasileira, e escreve de maneira encantadora. Eu mesmo deixei um texto dele fixo neste blog, na coluna aqui do lado direito - em que capturou muito bem o atual desafio do brasileiro. Mas a sua melhor contribuição escrita, a meu ver, foi um livrinho pouco conhecido, porém muito desafiador e criativo - "As partes e o todo", de 1995.



Hoje, no entanto, decepcionei-me com as idéias de Giannetti. Já faz algum tempo que eu venho acompanhando com preocupação o seu deslize para o mantra do politicamente correto. Ele foi um dos principais motivadores da campanha presidencial de Marina Silva, e isso só pode significar que não conseguiu enxergar as profundas limitações do enfoque sonhático. Mas bem, deslizes são deslizes.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Por que eu sou a favor de Belo Monte?

Ou: por que ambientalistas e Globais odeiam números?



(vídeo colocado no yutube por autor anônimo)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Código Florestal

Segui o conselho do excelente artigo de opinião no jornal Estado de São Paulo e fui ler o parecer do Deputado Aldo Rebelo sobre a revisão do Código Florestal.


O articulista Denis Rosenfield tem a mais absoluta razão: o texto de Rebelo não merece as críticas que foram feitas pelo lobby ecologista. Mais além da erudição, o documento toca em questões que os ambientalistas insistem em evitar: por onde andam as florestas nativas da Europa e EUA? O que se fará com a pecuária subsidiada da Europa e EUA?


Vale a pena ler. O relatório, que pode ser baixado aqui, possivelmente se tornará a Bíblia do movimento pragmático e nacionalista que defende o desenvolvimento sustentável no Brasil, em oposição ao subdesenvolvimento sustentável.