O artigo do grande antropólogo, médico, biólogo e historiador, Jared Diamond, traz uma interessante discussão sobre as diferenças genéticas entre os sexos. Vai de encontro ao que pensam os radicais dos feminismo, que entendem não passarem de construções sociais os comportamentos de homens e mulheres. Ao mesmo tempo, afirma que o ser humano é dotado de racionalidade, e por isso tem algum controle sobre os seus instintos.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sobre machismo e feminismo
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Holambra - sugestão de visita
A seguir, a propriedade Crisântemo Pedra Grande organiza um passeio fenomenal pelas estufas de crisântemo. O Lawrence deu explicações detalhadíssimas de todo o processo produtivo, cadeia comercial e outras coisas. E dá para comprar flores super baratas! Vale muito a pena, e custa só R$ 5,00 por pessoa. Basta ligar para a dona Ana: (19) 3802-4141.
Para a o almoço, a "rua turística" oferece diversas opções. As construções são em estilo holandês (tudo bonitinho, do jeito que turista gosta!), e os restaurantes oferecem cardápios holandeses e indonésios. Fomos ao Casa Bela, que tem comida a preços decentes e oferece uma área externa super legal, para se almoçar à luz do sol.
-- Dá pra ver na cidade um monte de gente falando holandês. Como é migração recente, da década de 1950, a língua ainda está preservada.
O moinho feito com as técnicas holandesas de quinhentos anos atrás é indispensável, pois dá uma boa vista da cidade e mostra como os europeus sempre foram espertinhos, copiando tecnologias desenvolvidas em outras partes e aperfeiçoando-as.
Finalmente, dá para visitar o rancho da cachaça, conhecer o método artesanal de produção de um alambique e comprar cachaça envelhecida, cachaça com canela, licores diversos... Basta agendar no número (19) 3802-4658.
Para quem quer fazer passeio tranquilo de um dia, principalmente se for com a família, é imperdível. Conheço poucos
Mais informações no site oficial.
Bom passeio!
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
Sobre economia e crematística
Aristóteles:
"A crematística natural reflete à economia doméstica, enquanto o comércio é a arte de criar riquezas não de qualquer modo, mas somente por meio da troca de bens. E é essa última forma, parece, que se relaciona com o dinheiro, pois o dinheiro é nesse caso elemento e limite da troca. Em consequência, essa forma de riqueza que provém da crematística assim definida é verdadeiramente sem limites (...) para esta forma de crematística não há limite para o seu fim, e seu fim é a riqueza e a aquisição de bens em sentido mercantil. Pelo contrário, a arte de adquirir riquezas para a administração da casa, totalmente diferente da crematística propriamente dita, tem um limite, e por outro lado a experiência de cada dia nos mostra que é o contrário que ocorre: pois todos os traficantes aumentam indefinidamente a sua reserva monetária (...) o uso não ocorre do mesmo modo nos dois casos (...) a forma doméstica da crematística tem em vista um fim distinto da acumulação de dinheiro, enquanto a segunda forma tem por fim a própria acumulação. Em consequência, alguns pensam que esta acumulação é também o papel da administração doméstica, e eles vivem continuamente na idéia de que seu dever é conservar intacta a sua reserva de moeda ou mesmo de aumentá-la indefinidamente. A razão dessa atividade é que eles se aplicam unicamente a viver, e bem viver, e como o apetite de viver é ilimitado, eles desejam meios de viver também ilimitados" (Aristóteles, Política).
Ruy Fausto comenta: o que se critica, assim, é propriamente a ausência de limite, quer na própria progressão da acumulação pela acumulação, quer na acumulação com vistas a um excesso de bem viver (Marx: lógica e política).
A economia neoclássica é, na verdade, crematística, pois não aceita qualquer noção de limite ao crescimento econômico (Juan Martinez-Alier).
"A crematística natural reflete à economia doméstica, enquanto o comércio é a arte de criar riquezas não de qualquer modo, mas somente por meio da troca de bens. E é essa última forma, parece, que se relaciona com o dinheiro, pois o dinheiro é nesse caso elemento e limite da troca. Em consequência, essa forma de riqueza que provém da crematística assim definida é verdadeiramente sem limites (...) para esta forma de crematística não há limite para o seu fim, e seu fim é a riqueza e a aquisição de bens em sentido mercantil. Pelo contrário, a arte de adquirir riquezas para a administração da casa, totalmente diferente da crematística propriamente dita, tem um limite, e por outro lado a experiência de cada dia nos mostra que é o contrário que ocorre: pois todos os traficantes aumentam indefinidamente a sua reserva monetária (...) o uso não ocorre do mesmo modo nos dois casos (...) a forma doméstica da crematística tem em vista um fim distinto da acumulação de dinheiro, enquanto a segunda forma tem por fim a própria acumulação. Em consequência, alguns pensam que esta acumulação é também o papel da administração doméstica, e eles vivem continuamente na idéia de que seu dever é conservar intacta a sua reserva de moeda ou mesmo de aumentá-la indefinidamente. A razão dessa atividade é que eles se aplicam unicamente a viver, e bem viver, e como o apetite de viver é ilimitado, eles desejam meios de viver também ilimitados" (Aristóteles, Política).
Ruy Fausto comenta: o que se critica, assim, é propriamente a ausência de limite, quer na própria progressão da acumulação pela acumulação, quer na acumulação com vistas a um excesso de bem viver (Marx: lógica e política).
A economia neoclássica é, na verdade, crematística, pois não aceita qualquer noção de limite ao crescimento econômico (Juan Martinez-Alier).
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Hundertwasser e o banheiro de húmus

O grande artista austríaco reunia um conjunto de habilidades que só um gênio pode manipular. Além da estétita, comunicação e design, Hundertwasser tinha um quê de engenheiro. Desde 1975, foi o grande porta-voz do "humus toilet", um sanitário que não utiliza água nem energia e transforma degetos humanos em adubo para plantas.

"He developed various construction plans for the humus toilet and described their function and use. The humus toilet functions in the house, even in living quarters. There is no odor, there are no flies if care is taken to cover the refuse with damp humus. No sewage is needed, no flushing with water, no ventilation duct, no chemicals, not even electricity." (site dedicado a Hundertwasser).
A idéia chegou ao Brasil, e uma organização desenvolveu o "húmus-sapiens", uma engenhoca que transforma em realidade a possibilidade de utilização dessa idéia.
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