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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Guarani-Kaiowá

As redes sociais andam comovidas com um presumido massacre a indígenas do Mato Grosso do Sul. Diz-se mesmo que eles teriam anunciado o suicídio coletivo. Mas será que dá para comprarmos essas idéias tão facilmente?

Lunae Parracho/Reuters

Se você é do tipo que só precisa ver a foto de um índio morto pendurado em uma árvore e uma carta emocionada, supostamente escrita por índios, para ter fé em que há um bando de fazendeiros malvados matando indígenas indiscriminadamente no Mato Grosso do Sul, então pode ficar por aqui neste post, pois o seu senso crítico é mais adequado para leituras deste tipo.

se você resolveu continuar, é porque aceita que não devemos partir do princípio que os fazendeiros são santos ou que os indígenas são santos. O interessante é entendermos os fatos e fazermos, depois, uma avaliação de o que é justo e o que não é.

Os indígenas estão há anos aguardando a demarcação de terras que teriam pertencido aos seus antepassados há 100 anos. Aparentemente, já teria havido um decreto presidencial demarcando as terras, mas teria sido revogado pelo STF. Se foi revogado, é porque os direitos de propriedade das terras são disputados, e a Corte entendeu que as propriedades privadas que lá estão mantêm o direito à posse. Aqui já começamos a entender que se há fazendeiros protegendo terras, é bem possível que estejam amparados pela legalidade jurídica.

A linha verde é a fronteira entre o Brasil e o Paraguai, no Sul do MS. A linha vermelha demarca os limites do município de Paranhos, onde está localizado o problema, e as áreas coloridas são as reservas indígenas já demarcadas em definitivo na região.

terça-feira, 16 de março de 2010

Festas na UNICAMP

Alguns estudantes da UNICAMP protestam contra a proibição de festas e de consumo de álcool no campus.


A associação de moradores de Barão Geraldo entrou com processo contra a UNICAMP, e o Ministério Público ameaçou multar a Universidade em R$ 15 milhões devido ao incômodo que as festas trazem aos moradores.


Em 2003, um estudante foi assassinado quando saía de uma festa na UNICAMP, porque os organizadores previam 800 pessoas, mas vieram entre 2.000 e 7.000, de modo que a segurança do campus não deu conta (ver aqui).


Deve a UNICAMP usar os seus recursos para fazer a segurança de festas no campus?


Existe dentro da UNICAMP um hospital, onde estão internadas centenas de pessoas com os mais diversos problemas.



O espaço público universitário deve ser totalmente liberado, como uma praça pública, ou deve ter regras?

O hospital das clínicas também é público, assim como a assembléia legislativa do estado de São Paulo e a rodoviária de Campinas. Por que, então, não liberar as festas também nesse lugares?



Segundo o jornal de Barão,


"no Centro Acadêmico da Economia (Caeco) a maioria dos estudantes são contrários à proibição e afirmam que continuarão a realizar festas, mesmo sabendo que na instituição é proibido. No local, que é um espaço para os estudantes, ficam guardados sete engradados de cerveja. 'Teoricamente é proibido, mas fazemos festas toda semana. Fora da universidade é longe e teremos que gastar mais. E festa sem bebida não é festa', ressaltou o estudante veterano de economia João Marcelo Santucci, de 24 anos" (grifos meus).


São os mesmos estudantes acusam os (outros) brasileiros de não seguirem a lei. Seriam os mesmos que compram maconha do traficante e reclamam da violência?


 Alegam que a Universidade está tentando reprimir os movimentos sociais. Baderna dentro do campus é igual a movimento social? Eles acham que os moradores das vizinhanças devem aguentar calados, pois moram num bairro universitário, e bairro universitário é assim mesmo. Ao lixo os direitos dos cidadãos de dormirem tranquilos.


Quem estuda na UNICAMP já economiza algo como R$ 2.000 ao mês de mensalidade; pagam R$ 2 para almoçar no bandejão; têm cinema grátis; tratamento odontológico de altíssima qualidade, grátis; tratamento médico de alto nível, grátis; muitos têm moradia grátis. Mas não basta: querem economizar também na balada!