quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ciência vulgar?

Um post no blog "Passeur des sciences", do jornal francês Le Monde, traz interessantíssima discussão sobre o que é a ciência vulgar e como pode ser identificada. Para explicar de forma muito direta o que se entende por ciência vulgar, basta dizer que é aquilo que a Academia Brasileira de Ciências (ABC) fez ao estudar o código florestal, assunto de que já tratei aqui.


O jornalista científico Pierre Barthélémy entendeu como ninguém que a ciência não é uma pessoa, um conjunto de pessoas, ou uma revista acadêmica: ela é um método, que pode ser empregado de formas diferentes, a distintas bases de dados, para testar hipóteses as mais diversas. Em seu muito lúcido texto, Pierre cita diversos exemplos de como trabalhos que para o público leigo poderiam parecer a mais absoluta verdade finalmente revelada pela ciência - como os que são comumente instrumentalizados por pseudo-cientistas para a defesa dos mais diversos lobbies (vide ambientalismo) -, são, sob olhar mais cuidadoso, conjunções de argumentos falaciosos com análises mal feitas e facilmente desconstruíveis.

Para quem lê francês, vale a pena consultar o post. Pode servir de antídoto contra ataques de militantes vestidos de deuses.

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Um outro post em blog do mesmo jornal, que apareceu um dia depois, complementa candidamente uma discussão de nível elevado sobre o papel da ciência na sociedade.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Áreas protegidas no Brasil e mundo

Pessoal, vamos difundir isto aqui. Vamos imprimir e carregar no bolso. Vamos pintar nos muros. Vamos engarrafar e tomar coom vacina contra vírus que vêm de avião de outros países.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Amazônia tem vocação agrícola?


 Certo ambientalismo que não gosta de estudar história prefere acreditar que a Amazônia "tem vocação florestal, não agrícola". Indivíduos como João Paulo Capobiano, Marina Silva, Phillip Fearnside, entre muitos outros, escolheram ir na contramão do pensamento de alguns dos maiores conhecedores da história e ecologia da Amazônia, como Arthur Cézar Ferreira Reis e Samuel Benchimol, e defender que a região está destinada a ser um "santuário da vida silvestre, um banco genético com base na sua biodiversidade para aproveitamento futuro" (nas palavras do Prof. Benchimol).

Para mostrar que a Amazônia, desde que é conhecida como tal, apresenta vocação tanto florestal quanto agrícola, desmistificarei os argumentos do ambientalismo recorrendo às palavras do Sr. Francisco Xavier de Mendonça Furtado, em carta que, na condição governador do estado do Grão-Pará e Maranhão, escreveu ao Rei de Portugal em 22 de janeiro de 1752 (sublinhados meus).

domingo, 16 de setembro de 2012

Desde quando há boi na Amazônia?


A desconhecer a história do povoamento da Amazônia, poderíamos acreditar que a pecuária só chegou à região quando da vinda dos imigrantes sulistas nos anos 1960; ou, então, que o gado tivesse sido introduzido um pouco mais cedo, pelos imigrantes nordestinos que se deslocaram aos seringais do Acre e Amazonas durante os ciclos da borracha do Século 19 e início do 20.

Mas não é o caso. Sabe-se que o rebanho da ilha de Marajó crescia aceleradamente já na metade do Século 18, como atesta a carta do governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão ao Rei de Portugal, de 23 de dezembro de 1751:

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Samuel Benchimol


Um dos grandes pensadores da Amazônia do Século 20. Vastíssimas obra sobre a história, economia, sociologia da região.

Escreveu, no ano 2000, pouco tempo antes de falecer, este texto que precisaria ser lido por todo amazônida. Arrisco-me a dizer que transmite de forma única as aspirações, as preocupações, da grande maioria das pessoas deste nosso imenso mundo amazônico.

Não deixe de ler "A Amazônia e o terceiro milênio", de Samuel Benchimol.