George Monbiot é um ambientalista declarado, e um dos poucos que eu respeito e admiro. Posso não concordar com algumas de suas posições, mas é um cara que sabe submeter o pensamento ao crivo da lógica e dos fatos, e que se esforça para evitar racionínios chamânicos como os que professam os seguidores de Marina Selva. Na lista aqui do lado direito você encontrará o blog dele, que é fenomenal; neste post, você descubrirá que esse jornalista inglês já passou uma longa temporada no Brasil escrevendo um livro intitulado "Amazon watershed", publicado em 1991.
O trabalho de Monbiot é da mais alta qualidade. As suas colunas no jornal Guardian deixam qualquer um com vontade de rodar a fita até um futuro em que, quem sabe, o Brasil venha a ter jornalistas decentes. Monbiot saiu dos meios requintados de Londres, no final dos anos 1980, para viajar a Amazônia de ponta a ponta, sem medo de esmiuçá-la, expondo as suas entranhas e batendo de frente com lendas urbanas de todas as marcas. Aprendeu o português a ponto de ter tido longas conversas com garimpeiros em Roraima, fazendeiros no Maranhão, migrantes despossuídos no Pará, índios em Rondônia, entre outros. Perguntou, ouviu, perguntou, ouviu.. refletiu.. refletiu.. refletiu.
