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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ecologismo bobô em queda livre

O mundo muda depressa. E o sinal que mais me deixa otimista é o que indica que o verdismo bocó está em baixa. O primeiro - e mais importante - indício deste movimento é, não há dúvida, a maciça derrotaque sofreram o marinismo e seu time de ambientalistas vulgares no código florestal. Este acontecimento não deve ser desprezado, na medida em que o Brasil é a maior potência ambiental e ambientalista do mundo.


O segundo indício é o fato de que no mundo desenvolvido o questionamento do ecologismo bobô está ganhando espaço. Por exemplo, na França está sendo bastante comentada a última sátira de Iegor Gran, que pega no pé de quem pensa estar salvando o mundo ao comprar nas lojas "bio" do momento. Os seus dois livros de humor ácido sobre o movimento verde, "ONG !" (2003) e "L'écologie en bas de chez moi" (2011), têm ganhado espaço no país que não perdoa nem Maomé, e que formou o grande expoente da filosofia anti-ecolô, Luc Ferry.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ciência vulgar?

Um post no blog "Passeur des sciences", do jornal francês Le Monde, traz interessantíssima discussão sobre o que é a ciência vulgar e como pode ser identificada. Para explicar de forma muito direta o que se entende por ciência vulgar, basta dizer que é aquilo que a Academia Brasileira de Ciências (ABC) fez ao estudar o código florestal, assunto de que já tratei aqui.


O jornalista científico Pierre Barthélémy entendeu como ninguém que a ciência não é uma pessoa, um conjunto de pessoas, ou uma revista acadêmica: ela é um método, que pode ser empregado de formas diferentes, a distintas bases de dados, para testar hipóteses as mais diversas. Em seu muito lúcido texto, Pierre cita diversos exemplos de como trabalhos que para o público leigo poderiam parecer a mais absoluta verdade finalmente revelada pela ciência - como os que são comumente instrumentalizados por pseudo-cientistas para a defesa dos mais diversos lobbies (vide ambientalismo) -, são, sob olhar mais cuidadoso, conjunções de argumentos falaciosos com análises mal feitas e facilmente desconstruíveis.

Para quem lê francês, vale a pena consultar o post. Pode servir de antídoto contra ataques de militantes vestidos de deuses.

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Um outro post em blog do mesmo jornal, que apareceu um dia depois, complementa candidamente uma discussão de nível elevado sobre o papel da ciência na sociedade.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

The French (bloodied) finger

The French Parliament is discussing a bill that punishes the negation of officially recognized genocides. If the proposition of the UMP's (Sarkozy’s party) deputy Valérie Boyer becomes a law, anyone who expresses an opinion that contradicts the approved history will be subject to one year imprisonment and a fine of 45,000 Euros. Censorship will be institutionalized in the Hexagon.