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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Vida de seringueiro: tecido da floresta 2

Eu e dois amigos fizemos uma visita às comunidades que produzem o Tecido da Floresta. Foi um passeio interessantíssimo!
Primeiro fui levado à sede da Coopflora, em Machadinho do Oeste.















Ao entrar, encontrei uma amostra das bolsas que os artesãos produzem com o Tecido da Floresta. E a minha impressão, de leigo em assuntos de moda, é de que as bolsas são muito bem feitas, especialmente se considerarmos que são 100% artesanais. As máquinas que se vêem do lado direito da foto foram recém adquiridas e ainda não estão em uso, mas já são motivo para muito otimismo por parte dos seringueiros, porque agora poderão produzir em escala bem maior.
Dêem uma olhada nos produtos:













Para se ter uma idéia, a matéria-prima tem esta cara:




















A visita começou na RESEX (Reserva Extrativista) Quariquara, uma reserva estadual que pode ser explorada legalmente pelas populações tradicionais (e somente por elas), os seringueiros, e é gerida pela SEDAM (Secretaria estadual do Desenvolvimento Ambiental) e pela ASMOREX (Associação dos Moradores da Reserva Extrativista). Lá conheci a família do Sr. Dorival Bindá e da Sra. Maria das Graças Bindá:

O forasteiro sou eu, o careca é o Godelo, líder do projeto Tecido da Floresta, e os demais a família do Sr. Doriva e da Sra. Maria das Graças.
Eis a vista da casa deles:



Mais adiante fomos à casa do Sr. Tiago:
U Tiag uma veiz foi atacad puma onça. Eis tava im treis cumpanhêru i um deis ficô cum med i trepô logo numa arvi... num tinha crist que descessi u caboc di lá.. a onça vinu pa cima du Tiagu, u cumpanhêru im riba da arvi i u otu passanu a mão num facão pá vê si dava jeit de matá éa. Quand a onça pulô im riba du Tiagu ei garrô nu pescoço déa i tentô sigurá a murdida da bicha.. sigura daqui, sigura dali i sigura di lá i u cumpanhêru du facão chegô pur tráis i mandô vê u facão néa. U Tiagu levô dentada nu naríis, nu peitu i na urêia, mais si safô dais bocada mais ferois.
Dispois nóis ia matá u cabocu qui feiz aquéa cuvardia, mais otus cumpanhêru acalmô nóis i pidiu
qui dexássi u ómi pa lá.. qui u med éra qui tinha guvernadu ei.
A casa do Sr. Tiago é do tipo tradicional:

















As ferramentas de trabalho do Sr. Tiago:

E a carne seca!

No caminho para a casa do Sr. Tiago, o nosso guia veio nos explicando como funciona o trabalho dos seringueiros.




















Cada família de seringueiros recebe uma “colocação” dentro da reserva. É um pedaço da RESEX que pode ser explorado de uma determinada maneira, ditada pela lei. Por exemplo, segundo essa lei um percentual da colocação pode ser desmatado e o resto deve ser utilizado para a extração da seringa. Além disso, as Associações de Moradores podem fazer planos de manejo e extrair madeira das reservas de maneira sustentável, gerando renda a ser repartida dentro da comunidade.
O seringueiro mapeia as árvores de seringa que existem em sua colocação e produz uma “rua”, um caminho que liga a casa dele a todas as seringueiras de sua colocação. Assim, ao transitar pela rua ele encontrará todas as seringueiras de sua propriedade.
A extração do látex se dá através de cortes na planta que são feitos de maneira a que o leite caia dentro de um recipiente (cumbuca).











Na foto com o nosso guia, a cumbuca está virada para baixo.
À medida que o leite cai dentro da cumbuca ele vai se coagulando, até que se transforma no cernambi:
Os cortes são feitos a cada dois ou três dias em todas as árvores, e somente nos meses de agosto e setembro não se cortam as seringueiras, porque é a época do florio e deve-se deixá-las repousarem. Se uma seringueira deixar de ser cortada por um longo período de tempo, haverá um acúmulo de leite provocando o rachamento do tronco, o coprometimento da casca e gradativamente a morte da árvore.
Quando um dos lados da seringueira já está todo cortado, corta-se o outro lado. Quando este também já está completo, a casca que havia sido cortada do lado anterior já se terá regenerado, de modo que se pode retornar àquele lado.
Não se deve cortar antes de uma chuva, porque a cumbuca fica cheia de água e o leite cai na terra. Se a chuva vier algum tempo depois do corte, quando o leite já se solidificou, não há nenhum problema.
Os seringueiros reúnem os cernambis (o látex coagulado nas cumbucas) em um saco encauchado (impermeabilizado com o látex da própria seringueira), e após procederem à prensagem de conjuntos de cernambis que totalizam aproximadamente 30 Kg, vendem as peças prensadas para as indústrias de beneciamento de borracha (a produção de 1 Kg de cernambi demanda entre 3 e 4 litros de látex). Essa venda é intermediada pelas cooperativas de seringueiros, que pagam R$ 2,00 pelo Kg de cernambi. Alguns seringueiros acreditam que o preço que recebem é muito baixo, se for considerado o valor que a cooperativa recebe. Mas eles não têm a informação de qual é este último valor.
A alternativa a esse comércio é a venda para a Coopflora, a cooperativa dos povos da floresta, que produz o Tecido da Floresta, para quem os seringueiros podem vender o leite ou as mantas já prontas. Caso optem pela venda do leite, devem depositar nas cumbucas algumas gotas de amônia para impedir a coagulação do látex. Assim, após algumas horas de escorrimento do leite, o seringueiro retorna ao local e recolhe o leite nos sacos encauchados, armazenando-o em vazilhames e vendendo para a coopflora: o preço atual de um litro é de R$ 2,00. Se optar pela produção da manta, pode vendê-la por um preço que vai de R$ 7,00 a R$ 18,00, dependendo da qualidade, sendo que o consumo de látex é de aproximadamente 1,5 L.
Um seringueiro tem uma renda média mensal de R$ 400,00 se vender o látex diretamente à cooperativa. Mas o Tecido da Floresta pode fazer com que essa renda suba para R$ 1000,00, uma vez que tanto a venda do leite quanto a venda da manta são mais lucrativas do que a venda do cernambi.
As mantas são tradicionalmente utilizadas pelas populações tradicionais para a confecção de sacos impermeáveis bastante simples, como o da foto (chamado pelas populações tradicionais de "saco encauchado") :
Esses sacos não permitem que a tralha se molhe e ao mesmo tempo a fazem flutuar no rio, em caso de acidentes ou quando se estiver atravessando o rio a nado, já que ao ter a boca amarrada ficam cheios de ar.
Também podem ser matéria-prima para a costura de ótimas jaquetas:


A produção do tecido é feita de maneira totalmente artesanal, e utilizando a matéria-prima da floresta. Cada família de seringueiros tem, ao lado de sua casa, uma pequena oficina de produção do tecido.

O primeiro passo é acender o fogo para que se possa derreter o látex. Utilizam-se coquinhos como combustível e uma fornalha artesanal, que tem um enorme buraco logo ao lado para que haja circulação de oxigênio:


Após a colheita dos coquinhos, se acende o fogo com látex e se jogam os coquinhos combustíveis em cima:
















Feito isso, o látex é derretido com o calor e esparramado uniformemente sobre uma tela de algodão, de modo a formar uma manta. As fotos a seguir mostram as telas de algodão, o látex antes de ser derretido e a cumbuca utilizada para esparramá-lo, já no estado líquido, sobre a tela de algodão:





















E o resultado final:



Por enquanto é isso!!!

Agradeço imensamente aos meus amigos Elizeu (que aparece na foto vestindo a jaqueta), chefe da SEDAM de Machadinho do Oeste, e ao Godelo (que aparece segurando a tela de algodão), presidente da Coopflora, por terem me possibilitado esse incrível passeio.
Quem quiser comprar o material produzido por esse pessoal pode entrar em contato comigo!
Abraço

domingo, 29 de junho de 2008

Rondônia, desmatamento, Amazônia

As dificuldades encontradas pelo IBAMA, em janeiro, para articular a operação arco de fogo em Rondônia são apenas um exemplo do desafio que representa a coordenação das ações Federais com os poderes locais da Amazônia. O posicionamento de boa parte dos políticos do Estado de Rondônia é a síntese do pensamento da absoluta maioria da população. Prepondera a visão de que desenvolver é construir estradas, hidrelétricas, alavancar o rebanho bovino e a indústria da madeira.
Ao mesmo tempo, seria difícil que se almejasse menos. A maior parte da população do Estado ainda está sujeita a déficit crônico de energia elétrica e a graves dificuldades de locomoção. Além disso, a nossa cultura essencialmente agrícola e a infra-estrutura da região não nos permitem vislumbrar maneiras muito diferentes de produzir do que agricultura, pecuária e extração de madeira. É essencial a evolução, na sociedade amazônica, da compreensão de que o desenvolvimento não se dará às custas da floresta, mas essa é uma mudança de longo prazo. No curto prazo, pouco será feito sem o apoio das lideranças locais e regionais, por menos receptivas que sejam à idéia de um novo tipo de desenvolvimento.
Existe um crescente setor já comprometido com a mudança do padrão produtivo. São eles (acadêmicos locais, empresários e indivíduos das mais diversas procedências) os principais aliados em potencial das iniciativas que pretendem sucesso, pois têm diálogo aberto com lideranças políticas, empresariado local e sociedade em geral.
Quando essas lideranças, que já têm sinergia com o desafio de um desenvolvimento mais sustentável, são colocadas na mesma categoria que grileiros, madeireiros irresponsáveis, pecuaristas irresponsáveis e todo tipo de agressor do meio ambiente e da sociedade, o que acontece é o fortalecimento destes últimos, que também têm acesso às lideranças locais e regionais. A dificuldade em envolver quem já trabalha por um novo modelo de desenvolvimento é o caminho para o sucesso dos que representam o que há de pior na Amazônia. É como a empresa que decide fazer uma ação social na favela, elabora um lindo plano, mobiliza seus funcionários e se dirige à comunidade para implementar a iniciativa sem nunca tê-la discutido com seu público-alvo. O mais provável é que se fortaleça a idéia de que a empresa não está comprometida com a comunidade, e saiam ganhando aqueles que vivem da sua exploração.
É urgente que as mais diversas iniciativas ligadas à Amazônia primem pela coordenação com o setor comprometido da sociedade local, colhendo a sua opinião e comprometimento. Que congressos que discutem a Amazônia sejam realizados em Porto Velho ou Ji-Paraná; que essas lideranças sejam incluídas na discussão de iniciativas como o Pacto Amazônico; que os planos do governo Federal passem por seu crivo; e, principalmente, que aqueles que trabalham para sensibilizar a maioria sobre a viabilidade de um desenvolvimento mais sustentável tenham sua atuação reconhecida e divulgada.
O sucesso de iniciativas ligadas à promoção de um novo padrão produtivo no território amazônico será, necessariamente, produto da coordenação entre as esferas Federal, Estadual e Municipal, a academia, a sociedade local, o setor privado local e as organizações não-governamentais. Essa não é condição suficiente para que se caminhe na direção correta, mas é necessária para o sucesso de qualquer caminhada. E sabemos que envolve uma complexidade de interesses políticos e econômicos, razão pela qual é a parte mais difícil do quebra-cabeças.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Tecido da Floresta!

Há alguns dias participei de uma reunião da ASMOREX (associação dos moradores da reserva extrativista) Rio Preto - Jacundá, e conheci uma iniciativa que me deixa muito orgulhoso e esperançoso em relação ao desenvolvimento do meu município (Machadinho do Oeste) e da Amazônia como um todo. É o "Tecido da Floresta". Uma maneira criativa de utilizar o conhecimento tradicional dos seringueiros amazônicos para gerar renda para a comunidade sem agredir o meio ambiente.

O texto a seguir é o resumo de algumas reportagens que encontrei sobre o assunto (que estão citadas no rodapé).

Os soldados da borracha, como eram chamados os trabalhadores que extraíam o látex da seringueira na Amazônia, estão se transformando em costureiros em Rondônia. Eles estão produzindo bolsas e acessórios com o Tecido da Floresta, um produto derivado da borracha nativa (látex), totalmente natural. A borracha é até hoje a principal fonte de renda para os habitantes tradicionais da floresta amazônica brasileira. Mas com a queda do seu preço, cada vez mais seringueiros estão fugindo da região ou migrando para atividades como a pecuária e a extração da madeira.

O desenvolvimento de produtos derivados do uso sustentável da floresta é uma das alternativas que a Coopflora, cooperativa que reúne seringueiros na região dos municípios de Machadinho do Oeste e Vale do Anari, em Rondônia, encontrou para ajudar na geração de emprego e renda às famílias locais. A principal dificuldade, segundo o presidente da Coopflora, Erni Santos Lima, é a resistência de alguns seringueiros em trabalharem associados. "Seringueiro não tem profissão reconhecida, não é o dono da terra e, por isso, está acostumado a vender a borracha aos donos, trabalhando como empregado. O que nós fazemos é um trabalho de conscientização no próprio habitat do seringueiro", declarou.

Terezinha de Paula mora em Vale do Anari, onde trabalhava como seringueira. Há dois anos ela iniciou a cooperativa junto com Erni, seu marido e também seringueiro, e hoje já se vêem os frutos em termos de geração de emprego e renda para as famílias locais.

A história da extração de látex inspirou a artesã a idealizar uma linha de produção de bolsas feitas com o Tecido da Floresta. Os soldados da borracha usavam sacos defumados,bolsas improvisadas feitas com o material extraído da árvore, para carregar seus pertences pelo meio da floresta e ao atravessar rios (os sacos são totalmente impermeáveis). Esse conhecimento tradicional do seringueiro é que formou a base criativa para o desenvolvimento do Tecido da Floresta.

Transformar seringueiros em costureiros e designers não foi tarefa fácil. Terezinha e o marido foram buscar ajuda para implantar a idéia e assim surgiram parcerias com a Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR), Governo Estadual, Ministério do Meio Ambiente e Sebrae local. A criação é coletiva e os ex–seringueiros, agora artesãos, usam linhas coloridas e sementes amazônicas para ornamentar as bolsas. Em sua primeira visita a São Paulo, a convite da ONG WWF, Terezinha saiu em busca de oportunidades de negócios para sua novíssima linha de produção. Já conseguiu contato com uma importante marca que desfila no SPFW, que vai analisar as mantas, como são chamadas as peças do Tecido da Floresta, para utilizar em roupas e acessórios.

As peças já são vendidas em vários estados brasileiros - São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná -, e devem chegar ao mercado externo neste ano. "Alguns de nossos clientes já mandaram amostras para a Europa. Esperamos fechar a primeira exportação já no começo do ano", conta Erni.

O projeto existe há três anos e está inserido na metodologia da Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor) do Sebrae. Segundo o coordenador do projeto, Lucimar Antonio Gonçalves, a cooperativa possui atualmente 47 associados, entre costureiros e seringueiros. O Sebrae vem desenvolvendo consultorias em gestão e tecnologia de produção para a cooperativa, que atua em oito reservas extrativistas. Para desenvolver o tecido, o Sebrae trouxe químicos para ajudar a suavizar o cheiro forte da borracha. Também foi feita uma pesquisa de aceitação de mercado, estruturação de um galpão e aquisição de máquinas de costura. A criação é coletiva e os ex-seringueiros, agora artesãos, usam linhas coloridas e sementes amazônicas para ornamentar as bolsas. "A transformação que está ocorrendo na vida desses seringueiros é muito grande. Alguns conseguiram aumentar sua renda em 100%. Em média, eles ganham R$ 500 por mês com as bolsas", diz Lima.

O processo começa com a coleta do látex da seringueira nativa. Após receber um tratamento, esse látex é aplicado em cima de uma base de tecido preparado e estendido em um bastidor. Em seguida, é vulcanizado por meio de defumação. A manta que surge fica exposta ao sol para "curar" por quarenta dias. Só então é classificada e transformada em bolsas e acessórios. A criação é coletiva e os ex-seringueiros, agora artesãos, usam linhas coloridas e sementes amazônicas para ornamentar as peças. A capacitação dos seringueiros é feita pelos próprios integrantes do grupo. "Quando um descobre uma nova técnica repassa aos outros. É feita de forma solidária, ou seja, a cada novo seringueiro que entra para o projeto, um associado vai até a sua colocação (lugar onde o seringueiro mora e trabalha) e fica uma semana transmitindo os conhecimentos", conta o presidente.

Uma parceria entre a cooperativa e o Banco do Brasil irá possibilitar a montagem de uma oficina de produção das bolsas na própria cooperativa. Hoje as bolsas são terceirizadas. "A manta vai para a cooperativa e segue para costureiras terceirizadas. Queremos fazer a costura na própria cooperativa - afirma Gonçalves.

O Tecido da Floresta está ganhando mercado no país. A Coopflora está participando de feiras a convite do Sebrae, como a última edição da Biofach América Latina, a maior feira de orgânicos do Brasil, realizada em São Paulo. As bolsas também foram entregues como presente para a Presidência da República. Agora, a cooperativa procura empresas que queiram desenvolver produtos com o tecido. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail coopflora@gmail.com


Fontes:

Moda Pra Ler - http://modapraler.blogspot.com/2006/04/moda-feita-da-floresta.html
Ambiente em foco - http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=6465
Agência de Notícias Brasil-Árabe - http://www.anba.com.br/pequena.php?id=143

Mais uma vez estou chocado por ter conhecido esta iniciativa somente agora. Se você fica impressionado ao ver um estudante universitário do Vale do Silício construindo idéias e produtos que se alinham perfeitamente com as necessidades tecnológicas da sociedade contemporânea, imagine um grupo de seringueiros de Rondônia que consegue dar andamento a um negócio que concilia perfeitamente as premissas ambientais, sociais, econômicas e culturais que caracterizam o desenvolvimento sustentável. E que transforma essa idéia em notícia pelos quatro cantos do país. É dessas pessoas que estou falando.

Tenho convicção de que empreendimentos como o Tecido da Floresta representam a saída para o desenvolvimento sustentável não apenas na Amazônia, mas em todo o Brasil. É preciso que essas atividades ganhem escala e tomem, um dia, o lugar da pecuária, da extração da madeira e da plantação de soja. Então, vamos fazer o trivial, divulgar!

Agradeço aos meus amigos Elizeu, da sucursal machadinhense da Secretaria estadual de Desenvolvimento Ambiental, e Godelo, porta-voz e apaixonado pela causa do Tecido da Floresta. Juntos vamos fazer uma visita de campo a esse empreendimento e trazer mais fotos e informações!